COMO INCENTIVAR A AUTOPROTEÇÃO:

 

É através do conhecimento que se pode prevenir a violência sexual contra a criança e o adolescente.

 

  • Informe sobre o assunto. Ensine a diferença entre abuso e exploração sexual, posto que ambos são espécie de violência sexual.
  • Tenha um diálogo franco e acessível. Explicar às crianças e adolescentes que podem recusar qualquer espécie de carinho e que podem sentir-se à vontade para relatar situações que configuram hipóteses de violência.
  • Preste atenção na internet. Informar sobre os perigos que podem existir na internet, independente do aparelho que está sendo utilizado (computador, smartphone). Orientar sobre os espaços seguros para frequentar, bem como instruir as crianças e os adolescentes para não divulgar nomes, endereços (inclusive os eletrônicos), telefone, fotografias, escola, especialmente em salas de bate-papo e sites desconhecidos.

 

PREVENÇÃO DA VIOLÊNCIA SEXUAL

 

Com o objetivo de contribuir para a prevenção ao ciclo de violência à criança e ao adolescente, a rede de atenção à infância e adolescência deve participar da prevenção, identificação e notificação dos casos de violência. É necessário modificar condutas e formar novas culturas, sensibilizando e mobilizando a sociedade.             São possibilidades de prevenção à violência sexual:

 

Educação sexual:

  • É importante saber a hora e a maneira de falar com a criança e com o adolescente;
  • Os profissionais devem ser capacitados, questões relacionadas à sexualidade devem ser ponderadas, discutidas.
  • Deve-se abordar a educação para saúde sexual, seja ele realizado em casa, na escola ou em uma entidade social;
  • O profissional deve tratar o tema de forma espontânea e, caso o assunto o afete pessoalmente, deve buscar ajuda, posto que a principal missão é a proteção de crianças e adolescentes;
  • Um programa de educação sexual continuada, pode contribuir para a proteção/prevenção, buscando a defesa por si mesmo por parte das crianças e adolescentes na hipótese de eventuais agressões;
  • Informar sobre temas, mas como o sexo, a gravidez, o aborto, métodos contraceptivos, a importância da camisinha e doenças sexualmente transmissíveis, é outra forma de prevenção à violência sexual e suas consequências.

 

Inclusão social:

  • A inclusão social de crianças e adolescentes que são recusadas pelo grupo é outra forma de prevenção. Crianças que foram violentadas precisam de afeto e aceitação;
  • A escola pode desenvolver uma proposta pedagógica inclusiva e respeitosa da diversidade e criar um ambiente que leva as crianças e adolescentes a desenvolverem bom nível de autoestima e de relações de amizade com seus companheiros. Além de gerar esse ambiente nas escolas, os educadores podem também falar com os pais de seus alunos sobre a importância dessa atmosfera dentro de casa;

 

O QUE AS CRIANÇAS PRECISAM SABER?

 

  • “Meu corpo é meu”: deve-se conversar com a criança levando-a a compreender que o corpo dela, é só dela! E que ninguém tem direito, nem por brincadeira, de ficar tocando nela de forma que a deixe constrangida ou, desconfortável.
  • A lista das pessoas confiáveis: a criança precisa ter pessoas/referências a quem contar qualquer evento de abuso.
  • Partes íntimas: “minhas partes íntimas são minhas”. Ninguém pode pedir que eu toque as partes íntimas dela também. Não devem ser tocadas por estranhos e nem mostradas em fotos.
  • Nenhum adulto pede ajuda á criança: Adulto pede ajuda a outro adulto.

 

Observação: As crianças devem sentir-se acolhidas e amparadas, em suas famílias, escolas, unidades de saúde e policiais, quando tentam realizar sua “denúncia”, a fim de que se sinta seguras em comunicar qualquer evento de abuso sexual.